quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Desculpe, Aurélio!

Definição de "mangueira", segundo o Aurélio: Tubo flexível de borracha, lona ou plástico para condução de água, ar, combustíveis líquidos.

Definição de "mangueira", segundo um aluno de sete/oito anos de São Caetano do Sul: é um troço comprido, enrolado, que sai água de dentro.

Taí um bom substituto para escrever os Dicionários Aurélio do futuro.

sábado, 16 de agosto de 2008

Pára de pensar menino!

Tem mini-conto meu na Folhinha de hoje! O texto "Pára de pensar menino!" foi inspirado na cabeça de pudim e no crescimento desenfreado de cabelos do senhor Mario Amálio.
A ilustração é do Leandro Robles e ficou divertidíssima. Pobre do barbeiro Severino...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Bienal do Livro

Queridos leitores,

Dia 16 de agosto às 16h, próximo sábado, estarei no estande da editora Girafinha na 20ª Bienal do Livro.
Quem quiser dar um pulo até lá, será muito bem-vindo!
Estarei com uma rosa amarela sem espinhos no cabelo, fazendo a leitura (em voz alta, claro) de alguns dos meus livros.
Após meu compromisso, podemos tomar um chá com torradas.
Beijos, abraços, um aperto de mão e até breve!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Bichionário


Caramurchinho: é uma caramujo que anda um pouco borocoxô, meio murchinho...
Catapulga: não é nenhum parente do mata-piolho. A catapulga é uma catapulta para pulgas que não conseguem mais saltar. Ou porque estão com câimbras nas pernas, ou porque já estão velhinhas, ou porque estão acima do peso e não saem do chão (só com empurrão).
À venda no Mercado das Pulgas, lógico, onde mais seria?

domingo, 3 de agosto de 2008

Água que passarinho não bebe, mas que sapo...



Todos os dias, a vasilha de água dos cachorros amanhecia com uma bolotinha preta flutuando. Parecia um gelo – meio estranho - boiando no drink! Hum, era melhor nem pensar o que seria aquilo... Já dava até pra imaginar, mas será? Quanta ousadia!
Dito e feito! Num belo dia, o mistério foi definitivamente desvendado! O fazedor das bolotinhas recheadas com carapaça de besouro e asa de mosca (blergh) foi pego no flagra: um sapo enorme de gordo e com uma cara de pau maior ainda usava a tal vasilha como latrina!
Os cachorros? Bom, eles ficavam com um pouco de nojo, mas quem mora na roça está mesmo sujeito a esses contratempos. Já o sapo, depois de descoberto, nunca mais ousou chegar perto. A graça da traquinagem havia acabado...
Hoje em dia, a vasilha ainda é cobiçada, mas não mais como latrina... Algumas maritacas usam o pote de água como banheira. Afe! As maritacas já anunciam de longe que vêm chegando para um longo banho. São tão limpinhas que lavam até em baixo das asas, entre os dedos das patas...
A água não está mais contaminada com coliformes fecais, mas mesmo assim não deve ser nenhuma maravilha beber água com gosto de pena...

Essa é uma história real, alguns nomes foram poupados para evitar possíveis constrangimentos.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Era uma vez uma biblioteca...














Campos do Jordão é uma cidade no mínimo curiosa, pra não dizer engraçada... Enquanto centenas de empreendimentos vão e vêm com a temporada de inverno e outros mega-condomínios são construídos, a história da cidade vai ficando para trás.
O que dizer da casa que abrigava a Biblioteca Infantil “Guilherme Monteiro Lobato”? Numa rua paralela à avenida principal, a construção chama nossa atenção pelo estado lamentável de abandono e também pelo “letreiro” que ainda persiste.
O acervo da biblioteca foi transferido para outro prédio na mesma rua, mas a casa está prestes a ser demolida. Aliás, ela já está no chão: vidros quebrados, pichações, tapumes, infiltrações e marcas de incêndio são de – desculpem o clichê – doer o coração...
Pobre Monteiro Lobato...