segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Caindo no Conto da Catotinha

Ontem, logo cedo, fui surpreendida com o depoimento duma leitora no meu emelho. À partir de uma experiência extra-sensorial, ela sugeriu que eu escrevesse uma história intitulada “Contos da Catotinha”. A inspiração ainda não veio, mas vale a pena reproduzir o texto e minha opinião sobre o acontecimento:


Atenção! Recomenda-se que pessoas muito sensíveis ou enojativas, não leiam este post.

E o relato começou assim: estava ela sentada numa cadeira de balanço, embalada ao som de uma vitrola, enquanto enrolava uma meleca de diâmetro considerável entre o polegar e o indicador. Não se sabe se a música ou se a atividade terapêutica, levou-a a adormecer.
Era uma noite chuvosa de sábado e depois da música, o único barulho que se ouvia era o da agulha riscando o disco. Dona Carlotinha* cochilava pesadamente. E cochilou durou uma meia hora mais ou menos.
De repente... PLOFT!, Dona Carlotinha* acordou assustada com o estrondo que parecia ser de uma porta batendo ou de um asteróide se chocando contra a Terra. No entanto, o barulho nada mais era do que o da meleca escapando dos dedos e caindo no chão.
Ela rolou, quicou, ricocheteou... E apesar do tamanho considerável, Carlotinha acabou perdendo o sono tentando encontrá-la pelos vãos dos tacos da sala.

MORAL (imoral) DA HISTÓRIA:
Se o seu filho, ou você, pequeno leitor, andam com dificuldade para adormecer e já nada mais funciona (chá de camomila, leite morno, contar carneirinhos ou mesmo ouvir aquelas velhas histórias da Carochinha), não custa nada experimentar o método de Dona Catotinha! Sugerimos apenas que fixe bem o artefato entre os dedos para que ele não saia rolando e grude no carpete.


*A fim de evitar possíveis, desnecessários e futuros constrangimentos, a identidade verdadeira da leitora não será revelada.

Por favor, acessem e continuem divulgando:

5 comentários:

Anônimo disse...

Maria Cebolinha,que post mais ecológicamente correto: essa bolinha sonífera é um belo exemplo de reutilização de materiais descartáveis, melhor que enfeite natalino de garrafa pet.Parabéns, o planeta agradece!
beijo
may

Maria Amália Camargo disse...

Mas você recomenda que depois de usá-las, elas sejam reutilizadas?
Hum! Talvez como massa epóxi ;).
Beijocas, querida May! Sempre afiada nos seus comentários (hohoho...)

Tino Freitas disse...

Algumas sugestões: Se Dona Catotinha fizer um passeio por Brasília pode descobrir que por essas bandas a secreção rapidamente seca devido à seca. É ótimo para fazer catotinhas e catotonas. Nada a ver com os desnovelos políticos. Agora, o bom mesmo, serão as oficinas que a autora dará nas escolas e - quiçá - nos SESCs de todo o Brasil, explicando - na prática - toda a produção multiforme da meleca - eca!!!

vida cotidiana disse...

Talvez depois a catotinha possa ser usada como cola para taco, no caso de alguns soltos!!! É tudo pode acontecer.

Maria Amália Camargo disse...

"Produção multiforme da meleca" seria um ótimo nome para uma instação - se eu tivesse seguido meus instintos e cursado Artes Plásticas. E com ela poderia ficar milionária.
Mas fui escolher essa carreira e então a única coisa que me resta é ouvir e recontar as Histórias da Catotinha...
Bom, mas se eu pensar melhor, posso patentear a ideia de uma massa orgânica para colagem de tacos! E também assim ficar mi, bi, trilionária.
Beijocas Tino e Ana,