quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Carta a um precioso colaborador


Depois de todas as histórias que vivemos juntos, já é hora de entender que os contos de fadas e os príncipes encantados não existem.
Nossa relação é apenas profissional. Por favor, não insista, eu não quero te ver. Nunca mais invada minha casa ou me espere dentro do carro. Esses encontros não fazem bem para nós. Dói o coração usá-lo e depois expulsá-lo da minha vida.  
Vamos combinar assim? Se precisar falar comigo, passe um bilhete por baixo da porta. Podemos marcar uma conversa num lugar mais tranquilo: um parque, quem sabe no chafariz de uma praça?

Tantos anos morando na roça e eu ainda não consigo me acostumar com a presença dos sapos...

3 comentários:

Manuel Luis disse...

Este encontro até que não doeu! Sabe escrever, é divertida e não brinca com a religião.
Atravessei o atlântico num clicar para deixar um bilhete debaixo da sua porta que diz: podemos encontrar num campo coberto de flores sem sapos nem gorilas, colha as que quiser e leve-as consigo. Não se assuste com os camaleões, são nossos amigos.
Cumprimentos

O meu pensamento viaja disse...

Excelente!

Maria Amália Camargo disse...

Olá a todos,
Obrigada pelas mensagens. O blog anda abandonado, mas pretendo retomá-lo em breve.
Abraços!