sábado, 5 de abril de 2008

Sexta historieta sem pé nem cabeça

O Pereira e o Botelho

Zé Pereira tinha voz de veludo, mas uma língua de trapo.
Era o rei do forró e do fora; fazia o povo engolir cada sapo...
Estava sempre em algum rala-buxo, arrasta-pé ou matinê,
quando soltava o gogó, fazia o maior auê!
Sem querer, um dia, chegou ao umbigo da questão:
cantou sobre o pecado de Eva e o pomo-de-Adão.
Botou a boca no mundo e ficou em maus lençóis,
quando descobriram que o Zé Pereira não gostava dos dois.
Pagou pela língua. Atraiu o Pedro Botelho!
Rabo, tridente e chifre, num belo smoking vermelho...

2 comentários:

Silvana Tavano disse...

Maria Amália,
essas suas historietas têm pé, cabeça e muuuuuuuuuuita imaginação.
Adoro.

Maria Amália Camargo disse...

Oi Silvana, muito obrigada!
As historietas eu tirei do fundo da gaveta, agora a imaginação...
Beijos!